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marco amado

Se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de gigantes.

Isaac Newton

Primeiros anos

ZX Spectrum Tive o meu primeiro contacto com computadores aos 6 anos de idade, com o ZX Spectrum do meu irmão mais velho. De LOAD "" até ao meu primeiro programa foi uma questão de semanas, guiado pelo gordo manual branco policopiado que vinha com os computadores nos velhos tempos.

Esse ZX Spectrum acabou por cair nas minhas mãos de forma definitiva poucos anos mais tarde, e uma família inteira deles se seguiu: um Timex 2048, um ZX Spectrum 128K +2, um Schneider 286 (com um fabuloso disco de 10MB), um 386 SX, um 486 DX2, um Pentium MMX, um Pentium II 400... Podia continuar por algum tempo...

Durante estes anos também gerei interesse por mais áreas do que as que uma vida permite a especialização: aprendi música (orgão e depois guitarra), aprendi fotografia (isto é, aprendi mesmo coisas, como a lei dos terços, equilíbrio de brancos, tempos de exposição, e não “apontar e tirar”), mais tarde envolvi-me em animação de adolescentes e jovens católicos... Alguma coisa tinha de ceder, mas diabos me levem se seria a computação.

Anos de aprendizagem

Escola Secundária José Estêvão O 9º ano veio e foi, e decidi inscrever-me numa das poucas escolas secundárias com o curso tecnológico de informática na altura, a Escola Secundária José Estêvão, em Aveiro. O ano era 1995, e para quem já estava na periferia da tecnologia viviam-se tempos excitantes e perigosos: poucos anos antes tinha sido iniciado um dos primeiros processos de pirataria informática em Portugal, tendo rebentado ali ao lado na Universidade de Aveiro, e aquela malta eram os nossos heróis.

A escola era nova para mim, mas conheci um dos meus colegas enquanto estava a verificar as turmas e os horários. Em minutos estava em casa dele a ver maravilhado a versão beta do ainda não lançado Windows 95, e alguns dos gadgets que ele tinha por ali (incluíndo uma fantástica Sound Blaster AWE 32).

Nesses 3 anos aprendi Pascal, C/C++, Visual Basic, algum SQL, redes, e vários fundamentos que pavimentaram o caminho para o que faço hoje. Foi durante esse tempo que um dos professores disse uma coisa que eu nunca esqueci, e que me continua a motivar para aprender coisas novas: entrou na sala no primeiro dia, numa disciplina onde iríamos aprender Visual Basic e disse “Nunca trabalhei em Visual Basic antes – por isso vamos todos aprender ao mesmo tempo”. E, efectivamente, fez um bom trabalho.

Quando entrei em Engenharia Informática no Instituto Politécnico da Guarda, já tinha feito algum software desktop, notavelmente um sistema de gestão para um parque de campismo, em Visual Basic. Ali, aprendi (e reaprendi) Java, C++, HTML, Javascript e várias outras coisas; por fora, já tinha começado a aprender C# por minha conta.

Anos de balanço

Euromilhões Eu sentia que não estava a ir a lado nenhum (e ver os meus colegas mais velhos desempregados no final do curso não ajudava), voltei para casa dos meus pais e comecei a trabalhar como vendedor de informática numa grande superfície. Detestava o trabalho mas, por infortúnio, era bom naquilo – algo para um ano ou dois transformou-se rapidamente em cinco.

Entretanto, continuava a aperfeiçoar as minhas aptidões, maioritariamente em aplicações desktop em C#. Fiz (e continuo a fazer) algum software relacionado com a área das totolotarias, sobretudo em sistemas de filtragem, desdobramentos e reduções, baseado em discussões no fórum do euromilhoes.com.

Devido, sobretudo, a esse trabalho, e uns tipos, que conheciam uns tipos, que conheciam outros tipos, estava a receber propostas de trabalho para meia dúzia de empresas, algumas grandes, outras pequenas, umas em desenvolvimento desktop, outras para a web. Mas eu não ia a lado nenhum enquanto a minha esposa não acabasse o curso dela em Educação de Infância.

Então ela acabou o curso, tive um dos melhores dias da minha vida quando entreguei a demissão e algumas reuniões mais tarde estava a trabalhar na minha posição actual, uma pequena empresa (em espaço e pessoas – somos dois; no resto somos enormes) da área web. O engraçado é que eu nunca tinha trabalhado com PHP anteriormente e longe iam os meus dias de HTML, CSS e Javascript. O exemplo que aquele professor do secundário tinha dado continuava tão válido como na altura.

Actualidade

Actualidade Neste momento conto com sete intensos anos de experiência profissional em desenvolvimento web e mobile, tendo estado envolvido em cerca de uma centena de projectos.

Fora do meu trabalho profissional, e no pouco tempo livre que as minhas duas filhas me deixam, cedo uma parte a devolver à comunidade online o que esta me deu estes anos todos em conhecimento e ajuda – mais propriamente no Portugal-a-Programar – e o que me sobra aplico em aprender e mexericar com coisas novas e variadas. Escrevo sobre programação, tecnologia e vida em geral no meu site pessoal, DreamsInCode.

De vez em quando ainda volto aos meus interesses de sempre, mas sempre de forma breve e leve: há uns anos voltei a ser animador de jovens católicos, apenas por um ano, ainda componho algumas músicas quando não tenho mesmo mais nada para fazer (o que é muito, muito raro), e tento tirar fotografias extra-férias-&-família sempre que posso.

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